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Até que os mísseis nos separem

por Fernando Machado de Souza

Nos últimos meses, passamos a conviver com notícias internacionais relacionadas com a violência dominante entre dois povos de religiões e costumes diferentes, porém, com algo em comum: o território, que seria o verdadeiro motivo do confronto e de tantas mortes.

Os povos envolvidos em tais confrontos são israelenses e palestinos (judeus e mulçumanos); o território: Palestina. Território conquistado por uma guerra na década de 70 pelos israelenses de maneira rápida, eficaz e sangrenta, coisa comum por aquelas paragens.

Por mais estranho que possa ser, tantas pessoas sendo mortas e mutiladas parece fazer nos acostumarmos, tanto com a violência como com o intervencionismo, principalmente, norte-americano, mascarado pela ONU. Intervencionismo esse que parece não ter dado resultado definitivo até hoje. E isso já algo estranho, ainda mais quando observamos os equipamentos das tropas em combate. Notamos que tais armas, especialmente utilizadas pelos israelenses, tem cravadas: "Made in USA". (exemplos: M-16, AR-15 - fabricadas pela COLT; além dos helicópteros Apache, da força aérea dos Estados Unidos e por aí vai...).

Como um país pode falar em paz sendo o maior fabricante e vendedor de armas do mundo? O que mais lucra, tanto no mercado legal como no mercado negro.

Na minha humilde visão terceiromundista, isso tudo é muito confuso. Ligo a TV e vejo uma criança e seu pai sendo ferozmente alvejados por tropas profissionais que usavam armas norte-americanas.

Deixando de lado esses conflitos e "intervenções"... No distante Oriente Médio, talvez seja pela distância que achamos tudo normal, tratarei de um assunto mais próximo. Há alguns dias, uma notícia publicada em toda a imprensa brasileira nos aproximou um pouco mais da nossa realidade. Um representante da ONU (Organização das Nações "Unidas"), em visita, declarou que o Brasil vive uma "Guerra Social" (não me diga!) e isso despertou a fúria do governo brasileiro. (obs.: foi dito "fúria" e não "vontade de mudar").

Até aqui, nenhuma novidade, porém uma ou outra notícia me fez refletir mais ainda. O governo norte-americano teria pedido a extradição de um brasileiro nato para os Estados Unidos. Pensei com meus botões: "Finalmente um negro nascido em uma favela brasileira, que não joga futebol e nem toca pagode, chamou a atenção dos grandes irmãos do norte. Mas isso, infelizmente, não é motivo para se comemorar. Após derrotarem com seu poderoso exército o Taleban, quem sabe não seremos os próximos alvos. Talvez após o Sadam".

Deixo, então, registrada minha crítica a uma política internacional pregada pelos EUA e aplaudida por nós. Parece um belo casamento, até que os mísseis nos separem.

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